A mulher do viajante do tempo de Audrey Niffenegger

Posted by – 27 de janeiro de 2012

A minha primeira experiência na vida de ler um livro depois de já ter visto o filme. Por que eu sempre pensei que seria chato ler uma história que eu já conheceria o final e o pior, perder o encanto dos livros em que a gente cria fisicamente os personagens e quando a gente vê o filme já existem os atores lá, a gente meio que remete a história a eles. Mas a verdade é que eu estava enganada.

Estamos falando do livro “A mulher do viajante do tempo” da escritora Audrey Niffenegger, que deu origem ao filme “Te amarei para sempre”, até hoje eu não entendi porque não traduziram o filme como o livro mas enfim. Confesso que quando vi o filme não gostei, esperava algo totalmente diferente. Mas como uma amiga tinha falado que o livro era mil vezes melhor (como sempre é) resolvi comprá-lo e tirar a prova. E não é que ela estava certa! No começo foi complicado porque eu lia o livro e imaginava os atores do filme, nesse caso Eric Bana e Rachel McAdams. Mas depois de um tempo você percebe que os detalhes são muitos, que muita coisa ficou fora do filme e você cria uma nova visão de tudo, inclusive personagens. Apesar de ter achado confuso todo esse lance de viagem do tempo, no livro existe muito mais magia, muito mais encanto. Devorei o livro em uma semana, e olha que são umas 600 páginas (versão pocket do livro).

Experiência mais que aprovada, agora vou tomar coragem e ler Guerra dos Tronos desde do começo, será?

 

Série: Once upon a time

Posted by – 26 de janeiro de 2012

Demorei para falar dessa série que tem me encantado ultimamente, para mim, é uma das melhores séries exibidas nos últimos tempos. Super criativa, a série mostra o o dia-a-dia dos habitantes da cidade de Storybrooke, habitantes esses que antes da maldição da bruxa má eram felizes para sempre em seus contos de fadas. Parece clichê né? Mas não é, pois as histórias dos contos de fadas são modificadas na série. A filha da Branca de neve (Jennifer Morrison) é a única que pode quebrar a maldição mas, ela é cética à tudo isso. O único que acredita na maldição é o filho dela, que  ela deu para adoção e foi adotado por ninguém menos que a própria bruxa má (Lana Parrilla) e essa sim, é a única que sabe de tudo.

Destaque para a fofíssima Jinnifer Godwin como Branca de neve, adoro ela como atriz, apesar de nunca ter visto a série Big Love que foi onde ela surgiu, mas adoro as diversas comédias românticas que ela já fez por aí, e destaque também para o fantástico Robert Carlile como Rumplestiltiskin, que está simplesmente maravilhoso e intrigante.

Cenário, produção, atores, roteiro não tem como não se apaixonar por essa série.

Trailer para quem não viu ainda:

 

 

Indicados ao Oscar 2012

Posted by – 25 de janeiro de 2012

Ontem, dia 24,  saíram os indicados ao Oscar 2012, como eu já tinha dito anteriormente fiquei decepcionada que Melancolia não foi indicado em nenhuma categoria, mas devido a polêmica do diretor Lars Von Trier no Festival de Cannes era de se esperar. Também achei estranho ” A pele que habito” não estar entre os indicados de melhor filme em língua estrangeira, o Almodovar é tão querido pela Academia.  Enfim, a festa do Oscar acontece dia 26 de fevereiro em Los Angeles, então façam suas apostas.

Como ainda não vi todos os filmes que estão concorrendo não vou postar minha opinião sobre quem vai levar essa, apesar de todas as  críticas apontarem para o  ”O artista” .

Sim, todo ano eu digo  que vou assistir á todos os filmes e nunca consigo, vamos ver se esse ano faço diferente. E pra quem ainda não viu os indicados, aqui vai a lista, em vermelho estão os que eu já vi, é pouco… eu sei, mas ainda dá tempo de ver todos.

Melhor filme
“Cavalo de guerra”
“O artista”
“O homem que mudou o jogo”
“Os descendentes”
“A árvore da vida”
“Meia-noite em Paris”
“Histórias cruzadas”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Tão forte e tão perto”

Melhor ator
Demián Bichir – “A better life”
George Clooney – “Os descendentes”
Jean Dujardin – “O artista”
Gary Oldman – “O espião que sabia demais”
Brad Pitt – “O homem que mudou o jogo”

Ator coadjuvante
Kenneth Branagh – “Sete dias com Marilyn”
Jonah Hill – “O homem que mudou o jogo”
Nick Nolte – “Warrior”
Max Von Sydow – “Tão forte e tão perto”
Christopher Plummer – “Beginners”

Melhor animação
“A Cat in Paris”
“Chico & Rita”
“Kung Fu Panda 2″
“Gato de Botas”
“Rango”

Melhor atriz
Glenn Close – “Albert Nobbs”
Viola Davis – “Histórias cruzadas”
Rooney Mara – “Os homens que não amavam as mulheres”
Meryl Streep – “A dama de ferro”
Michelle Williams -”Sete dias com Marilyn

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer – “Histórias cruzadas”
Bérénice Bejo – “O artista”
Jessica Chastain – “Histórias cruzadas”
Janet McTeer – “Albert Nobbs”
Melissa McCarthy – “Missão madrinha de casamento”

Melhor roteiro original
“O artista”
“Missão madrinha de casamento”
“Margin Call”
“Meia-noite em Paris”
“A separação”

Trilha sonora original
“As aventura de Tintim” – John Williams
“O Artista” – Ludovic Bource
“A invenção de Hugo Cabret” – Howard Shore
“O espião que sabia demais” – Alberto Iglesias
“Cavalo de guerra” – John Williams

Canção original
“Man or Muppet”, de “Os Muppets”, música e letra de Bret McKenzie
“Real in Rio”, de “Rio”, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett

Maquiagem
“Albert Nobbs”
“Harry Potter”
“A dama de ferro”

Direção de arte
“O artista”
“Harry Potter”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Meia-noite em Paris
“Cavalo de guerra”

Fotografia
“O artista”
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“A árvore da vida”
“Cavalo de guerra”

Figurino
“Anonymous”
“O artista”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Jane Eyre”
“W.E.”

Diretor
Michel Hazanavicius – “O artista”
Alexander Payne – “Os descendentes”
Martin Scorsese – “A invenção de Hugo Cabret”
Woody Allen – “Meia-noite em Paris”
Terrence Malick – “A árvore da vida”

Documentário (longa-metragem)
“Hell and Back Again”
“If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front”
“Paradise Lost 3: Purgatory”
“Pina”
“Undefeated”

Documentário (curta-metragem)
“The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement”
“God Is the Bigger Elvis”
“Incident in New Baghdad”
“Saving Face”
“The Tsunami and the Cherry Blossom”

Edição
“O artista”
“Os descendentes”
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“O homem que mudou o jogo”

Melhor filme em língua estrangeira
“Bullhead” – Bélgica
“Footnote” – Israel
“In Darkness” – Polônia
“Monsieur Lazhar” – Canadá
“Separação” – Irã

Curta-metragem de animação
“Dimanche”
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”
“La Luna”
“A Morning Stroll”
“Wild Life”

Curta-metragem
“Pentecost”
“Raju”
“The Shore”
“Time Freak”
“Tuba Atlantic”

Edição de som
“Drive”
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Transformers: o lado oculto da lua”
“Cavalo de guerra”

Mixagem de som
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“O homem que mudou o jogo”
“Transformers: o lado oculto da lua”
“Cavalo de guerra”

Efeitos visuais
“Harry Potter”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Gigantes de aço”
“Planeta do macacos”
“Transformers: o lado oculto da lua”

Roteiro adaptado
“Os descendentes”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Tudo pelo poder”
“O homem que mudou o jogo”
“O espião que sabia demais”

 

Melancolia de Lars Von Trier

Posted by – 24 de janeiro de 2012

Era para eu ter assistido Melancolia no ano passado, queria inclusive ter visto no cinema, mas Curitiba com todo seu problema de distribuição de filmes demorou décadas para colocá-lo no circuito e só isso já me desanimou. Enfim numa segunda tentativa assisti uns qinze minutos, mas esse realmente é um filme para degustar minimamente, não dá pra ver entre um compromisso e outro então ficou para 2012 mesmo. E sem arrependimentos, porque filme é fantástico.

Não consigo explicar a sensação das primeiras cenas, mas é algo que mexe com a gente. O filme é dividido em duas partes, a primeira  com a personagem Justine, vivida pela atriz Kristen Dunst (ela ficou de fora do Oscar injustamente na minha opinião) que em uma atuação brilhante consegue transmitir o que só uma pessoa que já teve depressão conseguiria entender e é através de seu casamento que o filme se desenrola, e começam a ficar evidentes os problemas familiares existentes naquele núcleo. Já na segunda parte, que é protagonizada pela personagem Claire, vivida pela Charlotte Gainsbourg os personagens são conhecidos mais profundamente, tudo isso cercado ao anúncio de um fim do mundo próximo.

O filme é cheio de detalhes e simbolismos, é um daqueles filmes cada vez que assistimos conseguimos encontrar coisas novas, ou detalhes mínimos que não observamos anteriormente.

Mais uma vez afirmo que Melancolia ficou de fora do Oscar injustamente.

Avaliação: ♥♥♥♥♥

♥♥♥♥♥ Fantástico!    ♥♥♥♥ Vale a pena!  ♥♥♥ Dá pra passar o tempo  ♥♥ Ruim     Passe bem longe!

Trailer para quem quiser conferir um pouquinho mais:

Um dia de Lone Scherfig

Posted by – 5 de janeiro de 2012

Não sei se eu não estava num bom dia romântico ou se o filme é fraco mesmo. Só sei que não gostei. Apesar de ter me identificado com a protagonista Emma, vivida pela atriz Anne Hathaway, uma garota apaixonada pelo melhor amigo (Jim Sturgess) que é um grande cafajeste, que apesar de amá-la de verdade prefere ter relacionamentos vazios com outras garotas. Tá, a história é mais ou menos essa, eles ficam juntos na noite de formatura e se tornam melhores amigos, mas só vão ficar juntos vinte anos depois. Juro que nessa hora eu pensei “existe uma luz no fim túnel para histórias como essa”, mas não, o final é trágico mesmo. Porém não me comoveu. É tudo muito enrolado, ou talvez seja o humor britânico que não me agrada. O ponto alto mesmo ficou para a trilha sonora que atravessou três décadas, e me deixou morrendo de saudades.

O filme foi baseado no livro homônimo do David Nicholls que por acaso foi o roteirista do filme, sendo assim creio a história deve ter ficado bem fiel à obra. Se alguém já leu o livro, por favor, quero opiniões.

Avaliação: ♥♥♥

♥♥♥♥♥ Fantástico!    ♥♥♥♥ Vale a pena!  ♥♥♥ Dá pra passar o tempo  ♥♥ Ruim     Passe bem longe!

Trailer para quem se interessou:

A Bela Adormecida de Julia Leigh

Posted by – 4 de janeiro de 2012

O primeiro filme do ano é um daqueles filmes cults que você não entende nada e mesmo assim acha o máximo. Por isso já aviso, não vá achando que é uma releitura do clássico da Disney ou um conto de fadas qualquer. Lucy na verdade é uma jovem universitária que para sobreviver aceita fazer de tudo (tudo mesmo!): faz  fotocópias num xerox, limpa mesas de bar, serve de cobaia em experimentos laboratoriais e se prostitui.

Um dia, através de um anúncio de jornal , ela encontra um emprego de garçonete, onde serve as pessoas de uma mansão vestindo apenas lingirie, até que é promovida e aceita ser sedada com um chá para servir seus clientes que tem fetiche em passar momentos íntimos com uma pessoa que está dormindo, se tornando assim a bela adormecida do título. Um filme um tanto quanto bizarro, mas muito interessante. O problema é que tudo é muito vago, não se consegue perceber a profundidade e as ligações dos personagens, a gente sempre fica se perguntando por quê? Mas talvez seja essa a intenção da diretora, a estreante Julia Leigh, possibilitando o espectador a tirar suas próprias conclusões e criar sua própria história em relação ao filme. Isso vale para o final inusitado também.

A fotografia do filme é fantástica, em muitos momentos parece que estamos observando um quadro, uma obra de arte. Eu gostei do filme, mesmo com todas as lacunas, achei bem intrigante.

Avaliação: ♥♥♥♥

♥♥♥♥♥ Fantástico!    ♥♥♥♥ Vale a pena!  ♥♥♥ Dá pra passar o tempo  ♥♥ Ruim     Passe bem longe!

O Trailer para os que ficaram interessados:

Breakbot – Baby I’m Yours

Posted by – 15 de novembro de 2011

Ahh sempre tem aquela propaganda que você adora a música,  fica o dia inteiro com ela na cabeça, e nunca sabe quem canta. Isso aconteceu comigo com a propaganda da Aquarius Fresh, que já é velhinha, mas só depois de ver repetidas vezes esse feriado resolvi ir atrás de quem canta a música. Ainda bem que existe o Tio Google para nos salvar nessas horas e voilá: A música é de um Dj francês chamado Breakbot e a música se chama Baby I’m Yours. E o clipe é incrível! Confere aí!

Virada Cultural Curitiba 2011

Posted by – 10 de novembro de 2011


Ahh a Virada Cultural! Se tem um evento que eu gosto nessa cidade é a Virada, segundo fontes essa foi a terceira edição, mas eu sinceramente não lembro da primeira, acompanhei a segunda o ano passado que para mim foi fantástica. Esse ano acho que deixou a desejar um pouquinho nas atrações, mas também foi muito boa.

Não consegui acompanhar todas as apresentações que eu queria ver porque tinha alguns compromissos pessoais para resolver (atenção galera chega de marcar coisas no dia da Virada), mas o que consegui ver me agradou e muito. Comecei às onze horas da manhã com o show da dupla Felix Bravo no Palco do Museu Paranaense, que pra mim, foi o melhor palco da Virada. O público sentadinho no gramado super a vontade se deliciando com os shows das bandas locais, mesmo com estrutura deixando um pouquinho a desejar no quesito qualidade de som, por mim tinha ficado lá o dia inteiro. Mas para final da tarde tive o prazer de conhecer uma banda chamada Trombone de Frutas, que traziam um MBP super descontraído e engraçado, me diverti horrores com as canções da banda que veio de Umuarama, interior do estado. Depois foi a vez de conferir Trem Fantasma, uma banda que conheci por acaso esses dias e que tem uma pegada muito legal, mas que foram muito prejudicados pelo som, de qualquer forma minha opinião sobre eles virá somente quando eu ver um show realmente bom, e isso espero, acontecerá semana que vem.

A noite fui ver o show mais esperado por mim, o do Marcelo Jeneci, não tem como não gostar da música “Felicidade” né? E apesar de só ter ouvido essa música, me apaixonei pelo show inteiro. O Jeneci tem uma presença de palco maravilhosa dá vontade de levar ele para casa. Na sequência fui ver o show do Copacabana Club, depois que eles ficaram famosos e lançaram o Tropical Splash nunca mais tive a oportunidade de vê-los. E eles não decepcionaram, apesar daquele palco principal das Ruínas ser horrível, a gente não consegue ver nada nem se estiver lá na frente esmagado na gradinha. Aí esperei até meia noite para ver Teatro Mágico numa tentativa frustrada, porque tinha tanta gente que não consegui ver nem do telão, e vamos conversar que Teatro Mágico é uma banda muito performática para você se conformar em ver do telão, simplesmente desisti e fui pro Teatro Novelas Curitibanas, ver alguma performance, e por sorte estava começando uma chamada “Reflexos”, que não sei se devido ao meu cansaço não consegui entender nada, ou se realmente não era para entender, mas enfim, uma atriz ficava nua dentro de um saco plástico, sim é única coisa que eu lembro dessa performance. Lá pelas 2h da manhã, desistimos da vida e voltamos pra casa, até tentei ver o show do Nuvens, mas eu não consigo gostar dessa banda, acho ela muito gospel protetora do meio ambiente. Enfim, no outro dia não consegui acordar pra ver Ultraje a Rigor, mas valeu a pena, cada momento dessa virada. E agora é esperar a de 2012, se o mundo não acabar antes.

Ah tá ainda tem a Corrente Cultural durante esse restinho de semana, talvez eu aproveite algumas coisas e conte aqui a experiência.

Oficina de Texto Dramático

Posted by – 9 de novembro de 2011

Semana passada estava fazendo uma Oficina de texto dramático realizada pela Biblioteca Pública do Paraná e ministrada pelo dramaturgo e diretor curitibano Marcos Damaceno.

Nos primeiros encontros falamos muito sobre a história do teatro, o teatro em Curitiba e sobre alguns autores contemporâneos. Só isso para mim já teria valido a pena. Fiquei encantada ao descobrir os textos da inglesa Sarah Kane, sua obra se caracteriza pela profundidade psicológica dos personagens e pelas imagens agressivas e chocantes. Seu último texto Psicose 4:48 é uma narrativa densa, fragmentada, não-linear e evidencia uma mente conturbada, depressiva e esquizofrênica, à beira da loucura. O 4:48 seria a hora em que a maioria dos suicídios acontecem, no texto a personagem diz  que iria tomar uma overdose de medicamentos, cortar os pulsos e enforcar-se.  E por uma triste ou planejada coincidência foi exatamente o que Sarah fez aos 28 anos, depois de ter sido internada duas vezes em uma clínica psiquiátrica.

Depois desse mergulho nesse mundo não linear que inclusive o nosso ministrante adora, o primeiro exercício era conversar com o colega do lado por 15 minutos, e depois criar um texto baseado nessa conversa, que não necessariamente precisava ser um texto dramático. Eu escrevi uma texto narrativo mesmo, eu acho…rs..tá mais toda essa minha enrolação era só pra postar o texto aqui, que né, nem ficou muito bom, bom mesmo ficou o texto que a minha colega escreveu sobre mim, quando ela me mandar por email eu posto aqui também.

O Ponto Final

Olhando ao seu redor se deparou com coisas que faziam parte de sua vida. Objetos que representavam cada momento da sua existência.
Mas será que era aquilo que ela queria eternizar?
Cansada da monotônia das horas achou que era tempo de começar de novo. jogou algumas peças de roupa na mochila, colocou no bolso uma quantia razoável de dinheiro. Fechou a porta sem olhar pra trás.
Em busca de novas esperanças, ou quem sabe um mundo diferente, embarcou no primeiro ônibus que viu.
Seguiu sem destino.
Depois de horas pensando em tudo que tinha vivido e nas pessoas que já haviam feito parte de sua vida, o motorista a interrompeu:
- Ponto final menina!
Ela desceu vagorosamente, apreensiva com o que lhe esperava. Um portão alto a intimidou, olhou para cima, uma placa azul dizia:
CLÍNICA PSIQUIÁTRICA.

Livro: O Milagre de Nicholas Sparks

Posted by – 8 de novembro de 2011

Como eu estava á procura de um pouco de romance na minha vida, sim na vida real anda díficil, tive que partir para  a literatura, porque lá pelo menos o final é sempre feliz. E no livro do Nicholas Sparks não poderia ser diferente, mesmo com as críticas  dizendo que o livro era surpreendente e diferente dos outros livros do autor. Lembrando que o Nicholas Sparks é conhecido por obras bem água com açúcar e que no final acabam virando filmes que nos fazem chorar horrores, quem não se lembra de Diário de uma paixão e Um amor pra recordar.

Mas enfim, “O milagre” que prometia ser surpreendente na verdade deixou a desejar, a história é boa, um jornalista investigativo em ascenção, que trabalha desmascarando charlatões. Depois de ganhar notoriedade aparecendo em programa de televisão, aceita uma nova investigação e parte em direção a Boone Creek, uma fictícia cidadezinha sulista dos Estados Unidos, onde tenta descobrir o que tem por trás do aparecimento de misteriosas luzes num antigo cemitério, que muitos acreditam ser de origem fantasmagórica devido a uma lenda local. Lá ele conhece várias figuras pitorescas, entre elas Lexie a encantadora bibliotecária. Aí a gente já imagina o que vai acontecer né? Duas pessoas que sempre se frustraram no amor se encontraram, percebem que são parecidas, os dois têm medo se envolver, completamente previsível, e acho que foi isso que me decepcionou, na metade do livro eu já tinha adivinhado o que era o tal Milagre.

Mas o livro é bom se você está procurando um pouquinho de romance na sua vida, a gente sempre gosta dessas histórias em que tudo dá certo, até dá aquela pontinha de esperança de que em nossas vidas talvez isso aconteça um dia também.

Mas fica a dica, caso você queria passar o tempo sem muita pretensão.