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Um dia de Lone Scherfig

Posted by – 5 de janeiro de 2012

Não sei se eu não estava num bom dia romântico ou se o filme é fraco mesmo. Só sei que não gostei. Apesar de ter me identificado com a protagonista Emma, vivida pela atriz Anne Hathaway, uma garota apaixonada pelo melhor amigo (Jim Sturgess) que é um grande cafajeste, que apesar de amá-la de verdade prefere ter relacionamentos vazios com outras garotas. Tá, a história é mais ou menos essa, eles ficam juntos na noite de formatura e se tornam melhores amigos, mas só vão ficar juntos vinte anos depois. Juro que nessa hora eu pensei “existe uma luz no fim túnel para histórias como essa”, mas não, o final é trágico mesmo. Porém não me comoveu. É tudo muito enrolado, ou talvez seja o humor britânico que não me agrada. O ponto alto mesmo ficou para a trilha sonora que atravessou três décadas, e me deixou morrendo de saudades.

O filme foi baseado no livro homônimo do David Nicholls que por acaso foi o roteirista do filme, sendo assim creio a história deve ter ficado bem fiel à obra. Se alguém já leu o livro, por favor, quero opiniões.

Avaliação: ♥♥♥

♥♥♥♥♥ Fantástico!    ♥♥♥♥ Vale a pena!  ♥♥♥ Dá pra passar o tempo  ♥♥ Ruim     Passe bem longe!

Trailer para quem se interessou:

A Bela Adormecida de Julia Leigh

Posted by – 4 de janeiro de 2012

O primeiro filme do ano é um daqueles filmes cults que você não entende nada e mesmo assim acha o máximo. Por isso já aviso, não vá achando que é uma releitura do clássico da Disney ou um conto de fadas qualquer. Lucy na verdade é uma jovem universitária que para sobreviver aceita fazer de tudo (tudo mesmo!): faz  fotocópias num xerox, limpa mesas de bar, serve de cobaia em experimentos laboratoriais e se prostitui.

Um dia, através de um anúncio de jornal , ela encontra um emprego de garçonete, onde serve as pessoas de uma mansão vestindo apenas lingirie, até que é promovida e aceita ser sedada com um chá para servir seus clientes que tem fetiche em passar momentos íntimos com uma pessoa que está dormindo, se tornando assim a bela adormecida do título. Um filme um tanto quanto bizarro, mas muito interessante. O problema é que tudo é muito vago, não se consegue perceber a profundidade e as ligações dos personagens, a gente sempre fica se perguntando por quê? Mas talvez seja essa a intenção da diretora, a estreante Julia Leigh, possibilitando o espectador a tirar suas próprias conclusões e criar sua própria história em relação ao filme. Isso vale para o final inusitado também.

A fotografia do filme é fantástica, em muitos momentos parece que estamos observando um quadro, uma obra de arte. Eu gostei do filme, mesmo com todas as lacunas, achei bem intrigante.

Avaliação: ♥♥♥♥

♥♥♥♥♥ Fantástico!    ♥♥♥♥ Vale a pena!  ♥♥♥ Dá pra passar o tempo  ♥♥ Ruim     Passe bem longe!

O Trailer para os que ficaram interessados:

Breakbot – Baby I’m Yours

Posted by – 15 de novembro de 2011

Ahh sempre tem aquela propaganda que você adora a música,  fica o dia inteiro com ela na cabeça, e nunca sabe quem canta. Isso aconteceu comigo com a propaganda da Aquarius Fresh, que já é velhinha, mas só depois de ver repetidas vezes esse feriado resolvi ir atrás de quem canta a música. Ainda bem que existe o Tio Google para nos salvar nessas horas e voilá: A música é de um Dj francês chamado Breakbot e a música se chama Baby I’m Yours. E o clipe é incrível! Confere aí!

Virada Cultural Curitiba 2011

Posted by – 10 de novembro de 2011


Ahh a Virada Cultural! Se tem um evento que eu gosto nessa cidade é a Virada, segundo fontes essa foi a terceira edição, mas eu sinceramente não lembro da primeira, acompanhei a segunda o ano passado que para mim foi fantástica. Esse ano acho que deixou a desejar um pouquinho nas atrações, mas também foi muito boa.

Não consegui acompanhar todas as apresentações que eu queria ver porque tinha alguns compromissos pessoais para resolver (atenção galera chega de marcar coisas no dia da Virada), mas o que consegui ver me agradou e muito. Comecei às onze horas da manhã com o show da dupla Felix Bravo no Palco do Museu Paranaense, que pra mim, foi o melhor palco da Virada. O público sentadinho no gramado super a vontade se deliciando com os shows das bandas locais, mesmo com estrutura deixando um pouquinho a desejar no quesito qualidade de som, por mim tinha ficado lá o dia inteiro. Mas para final da tarde tive o prazer de conhecer uma banda chamada Trombone de Frutas, que traziam um MBP super descontraído e engraçado, me diverti horrores com as canções da banda que veio de Umuarama, interior do estado. Depois foi a vez de conferir Trem Fantasma, uma banda que conheci por acaso esses dias e que tem uma pegada muito legal, mas que foram muito prejudicados pelo som, de qualquer forma minha opinião sobre eles virá somente quando eu ver um show realmente bom, e isso espero, acontecerá semana que vem.

A noite fui ver o show mais esperado por mim, o do Marcelo Jeneci, não tem como não gostar da música “Felicidade” né? E apesar de só ter ouvido essa música, me apaixonei pelo show inteiro. O Jeneci tem uma presença de palco maravilhosa dá vontade de levar ele para casa. Na sequência fui ver o show do Copacabana Club, depois que eles ficaram famosos e lançaram o Tropical Splash nunca mais tive a oportunidade de vê-los. E eles não decepcionaram, apesar daquele palco principal das Ruínas ser horrível, a gente não consegue ver nada nem se estiver lá na frente esmagado na gradinha. Aí esperei até meia noite para ver Teatro Mágico numa tentativa frustrada, porque tinha tanta gente que não consegui ver nem do telão, e vamos conversar que Teatro Mágico é uma banda muito performática para você se conformar em ver do telão, simplesmente desisti e fui pro Teatro Novelas Curitibanas, ver alguma performance, e por sorte estava começando uma chamada “Reflexos”, que não sei se devido ao meu cansaço não consegui entender nada, ou se realmente não era para entender, mas enfim, uma atriz ficava nua dentro de um saco plástico, sim é única coisa que eu lembro dessa performance. Lá pelas 2h da manhã, desistimos da vida e voltamos pra casa, até tentei ver o show do Nuvens, mas eu não consigo gostar dessa banda, acho ela muito gospel protetora do meio ambiente. Enfim, no outro dia não consegui acordar pra ver Ultraje a Rigor, mas valeu a pena, cada momento dessa virada. E agora é esperar a de 2012, se o mundo não acabar antes.

Ah tá ainda tem a Corrente Cultural durante esse restinho de semana, talvez eu aproveite algumas coisas e conte aqui a experiência.

Oficina de Texto Dramático

Posted by – 9 de novembro de 2011

Semana passada estava fazendo uma Oficina de texto dramático realizada pela Biblioteca Pública do Paraná e ministrada pelo dramaturgo e diretor curitibano Marcos Damaceno.

Nos primeiros encontros falamos muito sobre a história do teatro, o teatro em Curitiba e sobre alguns autores contemporâneos. Só isso para mim já teria valido a pena. Fiquei encantada ao descobrir os textos da inglesa Sarah Kane, sua obra se caracteriza pela profundidade psicológica dos personagens e pelas imagens agressivas e chocantes. Seu último texto Psicose 4:48 é uma narrativa densa, fragmentada, não-linear e evidencia uma mente conturbada, depressiva e esquizofrênica, à beira da loucura. O 4:48 seria a hora em que a maioria dos suicídios acontecem, no texto a personagem diz  que iria tomar uma overdose de medicamentos, cortar os pulsos e enforcar-se.  E por uma triste ou planejada coincidência foi exatamente o que Sarah fez aos 28 anos, depois de ter sido internada duas vezes em uma clínica psiquiátrica.

Depois desse mergulho nesse mundo não linear que inclusive o nosso ministrante adora, o primeiro exercício era conversar com o colega do lado por 15 minutos, e depois criar um texto baseado nessa conversa, que não necessariamente precisava ser um texto dramático. Eu escrevi uma texto narrativo mesmo, eu acho…rs..tá mais toda essa minha enrolação era só pra postar o texto aqui, que né, nem ficou muito bom, bom mesmo ficou o texto que a minha colega escreveu sobre mim, quando ela me mandar por email eu posto aqui também.

O Ponto Final

Olhando ao seu redor se deparou com coisas que faziam parte de sua vida. Objetos que representavam cada momento da sua existência.
Mas será que era aquilo que ela queria eternizar?
Cansada da monotônia das horas achou que era tempo de começar de novo. jogou algumas peças de roupa na mochila, colocou no bolso uma quantia razoável de dinheiro. Fechou a porta sem olhar pra trás.
Em busca de novas esperanças, ou quem sabe um mundo diferente, embarcou no primeiro ônibus que viu.
Seguiu sem destino.
Depois de horas pensando em tudo que tinha vivido e nas pessoas que já haviam feito parte de sua vida, o motorista a interrompeu:
- Ponto final menina!
Ela desceu vagorosamente, apreensiva com o que lhe esperava. Um portão alto a intimidou, olhou para cima, uma placa azul dizia:
CLÍNICA PSIQUIÁTRICA.

Livro: O Milagre de Nicholas Sparks

Posted by – 8 de novembro de 2011

Como eu estava á procura de um pouco de romance na minha vida, sim na vida real anda díficil, tive que partir para  a literatura, porque lá pelo menos o final é sempre feliz. E no livro do Nicholas Sparks não poderia ser diferente, mesmo com as críticas  dizendo que o livro era surpreendente e diferente dos outros livros do autor. Lembrando que o Nicholas Sparks é conhecido por obras bem água com açúcar e que no final acabam virando filmes que nos fazem chorar horrores, quem não se lembra de Diário de uma paixão e Um amor pra recordar.

Mas enfim, “O milagre” que prometia ser surpreendente na verdade deixou a desejar, a história é boa, um jornalista investigativo em ascenção, que trabalha desmascarando charlatões. Depois de ganhar notoriedade aparecendo em programa de televisão, aceita uma nova investigação e parte em direção a Boone Creek, uma fictícia cidadezinha sulista dos Estados Unidos, onde tenta descobrir o que tem por trás do aparecimento de misteriosas luzes num antigo cemitério, que muitos acreditam ser de origem fantasmagórica devido a uma lenda local. Lá ele conhece várias figuras pitorescas, entre elas Lexie a encantadora bibliotecária. Aí a gente já imagina o que vai acontecer né? Duas pessoas que sempre se frustraram no amor se encontraram, percebem que são parecidas, os dois têm medo se envolver, completamente previsível, e acho que foi isso que me decepcionou, na metade do livro eu já tinha adivinhado o que era o tal Milagre.

Mas o livro é bom se você está procurando um pouquinho de romance na sua vida, a gente sempre gosta dessas histórias em que tudo dá certo, até dá aquela pontinha de esperança de que em nossas vidas talvez isso aconteça um dia também.

Mas fica a dica, caso você queria passar o tempo sem muita pretensão.

Peça Pessoalmente Fernando

Posted by – 31 de outubro de 2011

Sexta,dia 29, foi dia de teatro, ganhei ingressos para ver a Peça Pessoalmente Fernando,  baseada em textos do escritor Fernando Pessoa adaptados pelo diretor curitibano Edson Bueno.

A peça foi maravilhosa, mas acho que vou lembra-lá como a pior platéia de todos os tempos, pessoas inquietas, celulares tocando, o que me fez admirar ainda mais a atuação do ator Rafael Camargo, protagonista do monólogo, que não perdeu a concentração em nenhum momento.

A história, compilação dos textos, foi de uma sensibilidade incrível, e mostrou a relação calma e natural que o escritor tinha com a vida…destaque para a iluminação da peça que serviu de cenário de uma forma sutíl e encantadora.

Aliás parabenizo o SESI Cultural que tem trazido peças e shows maravilhosos ao longo do ano, e super acessíveis a todos.

Filme “A Rainha” de Stephen Freas

Posted by – 28 de outubro de 2011

Pra variar “A Rainha” (The Queen,2006) foi um daqueles filmes que eu fui adiando para assistir pelo simples fato de ter adquirido um pré-conceito (e nem sei porquê) sobre filmes britânicos, todos parecem massantes e chatos.

Achei que seria mais uma história antiga sobre a Rainha Elizabeth, eu não li nada sobre o filme, nem mesmo há quatro anos quando a Helen Mirren, grande protagonista dessa obra, levava para casa um Oscar por sua interpretação. Mas não, o filme é moderno, a história se passa quando a notícia da morte de Diana, Princesa de Gales, se espalha pelo mundo e a Rainha Elizabeth II não consegue entender a reação emocional do povo, permanecendo isolada com a família real gerando uma crise no Império Britânico. Tony Blair, vivido por Michael Sheen, que também brilha nesse filme, é o primeiro-ministro recém empossado, e percebe que precisa tomar algumas medidas que reaproximem a família real da população e, para alcançar isso, procura a rainha.

O que mais me encantou em tudo é ver a rainha como uma pessoa comum, que tem sentimentos, que passeia com os seus cachorros, que é avó e que preza pela família antes de tudo, e que ainda tem que uma nação ao seus pés.

Enfim, um filme absolutamente brilhante, principalmente para quem, como eu, adorava a Princesa Diana e vivenciou aquela semana trágica da sua morte.

 

 

A retomada…

Posted by – 27 de outubro de 2011

Eu sei, mil anos sem entrar aqui!

Mas farei o possível para que essa seja a última retomada e que daqui para frente eu consiga conciliar a minha vida agitada, com o blog. Estava sentindo falta de postar e tenho visto, lido e vivenciado tantas coisas legais, que está na hora de voltar a compartilhar com vocês!

Então é isso…bem vindo de volta!

…aquele abraço

“Cordel Encantado” para encantar.

Posted by – 13 de maio de 2011

Vou contar para vocês que eu já tive uma época bem preconceituosa em relação às novelas da Globo, na verdade por qualquer novela, achava que perdia muito tempo da minha vida assistindo (é quem assiste sabe que isso vicía), então resolvi cortá-las das minha rotina.

Mas volta e meia alguns desses folhetins me chamam a atenção, voltei a ver novelas quando começou a passar “Escrito nas Estrelas”, quem me conhece sabe que eu adoro essas histórias espirituias de amores de outras vidas, e não me arrependo por que a novela foi maravilhosa. E como uma dedicada aluna de teatro, acho novela um laboratório e tanto para criação de personagens.

Mas o assunto aqui é a nova novela das seis, nova não né, porque já deve estar no seu 50º capítulo, mas eu tenho que comentar sobre ela, porque eu acho que essa é uma das melhores novelas já produzidas pela Globo. Os atores estão maravilhosos, o figuro é divino, as locações são perfeitas, a  fotografia é belíssima e a trama então, é simplesmente sensacional. A Globo com mérito conseguiu resgatar a magia que andava perdida por aí e trouxe um misto de histórias de conto de fadas para nosso deleite, como a própria Thelma Guedes, uma das idealizadoras da novela,  diz em entrevista para a Globo.com:

“O objetivo é oferecer ao público das 18 horas alguns minutos de completo deleite, sonho e fantasia, já que sabemos que é isso o que ele mais busca, quando liga a televisão nesse horário.”

Ela também comenta sobre o que é história de Cordel Encatado:

“A novela traz elementos de narrativas míticas – universais e locais -, folhetins de aventura, histórias de cangaceiros, romances de cavalaria, de capa-e-espada. Foi assim que nasceu a história de Aurora, uma princesinha europeia, perdida de seus pais nobres, e criada no sertão, como Açucena. Essa princesa cresce e se apaixona por Jesuíno, um príncipe sertanejo, filho de um “rei” cangaceiro. Parece ser algo muito estranho e novo a junção desses universos. Mas essa mistura já existe no imaginário brasileiro. Esse sertão povoado por reis, profetas e cangaceiros está presente, há muito tempo, na nossa literatura de cordel, nos versos escritos, lidos e, muitas vezes, cantados por repentistas.”

Enfim, se você procura um pouco de magia na sua vida e qualidade em produção, corre assistir, como toda novela das seis, ela começa umas 18h20..rs!!

Mais sobre a novela:  http://cordelencantado.globo.com/