Category: Teatro

Oficina de Texto Dramático

Posted by – 9 de novembro de 2011

Semana passada estava fazendo uma Oficina de texto dramático realizada pela Biblioteca Pública do Paraná e ministrada pelo dramaturgo e diretor curitibano Marcos Damaceno.

Nos primeiros encontros falamos muito sobre a história do teatro, o teatro em Curitiba e sobre alguns autores contemporâneos. Só isso para mim já teria valido a pena. Fiquei encantada ao descobrir os textos da inglesa Sarah Kane, sua obra se caracteriza pela profundidade psicológica dos personagens e pelas imagens agressivas e chocantes. Seu último texto Psicose 4:48 é uma narrativa densa, fragmentada, não-linear e evidencia uma mente conturbada, depressiva e esquizofrênica, à beira da loucura. O 4:48 seria a hora em que a maioria dos suicídios acontecem, no texto a personagem diz  que iria tomar uma overdose de medicamentos, cortar os pulsos e enforcar-se.  E por uma triste ou planejada coincidência foi exatamente o que Sarah fez aos 28 anos, depois de ter sido internada duas vezes em uma clínica psiquiátrica.

Depois desse mergulho nesse mundo não linear que inclusive o nosso ministrante adora, o primeiro exercício era conversar com o colega do lado por 15 minutos, e depois criar um texto baseado nessa conversa, que não necessariamente precisava ser um texto dramático. Eu escrevi uma texto narrativo mesmo, eu acho…rs..tá mais toda essa minha enrolação era só pra postar o texto aqui, que né, nem ficou muito bom, bom mesmo ficou o texto que a minha colega escreveu sobre mim, quando ela me mandar por email eu posto aqui também.

O Ponto Final

Olhando ao seu redor se deparou com coisas que faziam parte de sua vida. Objetos que representavam cada momento da sua existência.
Mas será que era aquilo que ela queria eternizar?
Cansada da monotônia das horas achou que era tempo de começar de novo. jogou algumas peças de roupa na mochila, colocou no bolso uma quantia razoável de dinheiro. Fechou a porta sem olhar pra trás.
Em busca de novas esperanças, ou quem sabe um mundo diferente, embarcou no primeiro ônibus que viu.
Seguiu sem destino.
Depois de horas pensando em tudo que tinha vivido e nas pessoas que já haviam feito parte de sua vida, o motorista a interrompeu:
- Ponto final menina!
Ela desceu vagorosamente, apreensiva com o que lhe esperava. Um portão alto a intimidou, olhou para cima, uma placa azul dizia:
CLÍNICA PSIQUIÁTRICA.

Peça Pessoalmente Fernando

Posted by – 31 de outubro de 2011

Sexta,dia 29, foi dia de teatro, ganhei ingressos para ver a Peça Pessoalmente Fernando,  baseada em textos do escritor Fernando Pessoa adaptados pelo diretor curitibano Edson Bueno.

A peça foi maravilhosa, mas acho que vou lembra-lá como a pior platéia de todos os tempos, pessoas inquietas, celulares tocando, o que me fez admirar ainda mais a atuação do ator Rafael Camargo, protagonista do monólogo, que não perdeu a concentração em nenhum momento.

A história, compilação dos textos, foi de uma sensibilidade incrível, e mostrou a relação calma e natural que o escritor tinha com a vida…destaque para a iluminação da peça que serviu de cenário de uma forma sutíl e encantadora.

Aliás parabenizo o SESI Cultural que tem trazido peças e shows maravilhosos ao longo do ano, e super acessíveis a todos.

“Trilhas Sonoras de amor perdidas” e o “Bloco do eu sozinho”

Posted by – 13 de abril de 2011

Trilhas sonoras de amor perdidas

 

No sábado dia 02, foi a vez de conferir a badalada peça “Trilha sonoras de amor perdidas”, novo espetáculo do diretor curitibano Felipe Hirsch, confesso que fui super empolgada assistir depois de todas as críticas maravilhosas da peça antecessora “A vida é feita de som e fúria” que infelizmente eu não tive oportunidade de ver.

Começo do primeiro ato, músicas remetendo ao final dos anos 80,  começo dos anos 90, uma história de amor envolvida em muita trilha sonora. Um prato cheio para pessoas que como eu fazem listas de músicas para todos os tipos de ocasiões. A atuação do Guilherme Weber era impecável, sua paixão pela música e pela personagem “Soninho” vivida por Natália do Vale era inebriante, já atuação da Natália,  na minha humilde opinião, deixou a desejar, não senti ela segura com o texto e não consegui sentir a mesma paixão do personagem do Guilherme. E mesmo sendo aficcionada por música e por histórias de amor trágicas, achei um exagero às três horas de peça, não tinha necessidade, em um certo ponto eu me senti cansada, a platéia se sentiu cansada, e várias pessoas começaram a deixar o teatro.

Bloco do eu sozinho

 

Já o “Bloco do eu sozinho”,visto no domingo, dia 3, foi a minha grande decepção do Festival. A peça dirigida por Rafael Truffaut, do Coletivo Atocontínuo prometia uma leitura do Cd hômonimo da banda Los Hermanos, e obviamente chamou atenção dos fãs que preencheram boa parte da platéia. Mesmo sabendo que a peça deles era algo experimental não achei lógica, nem conexa, eles podiam fazer o mesmo espetáculo com um cd do Zeca Pagodinho, por exemplo. De qualquer forma admiro a coragem de montar um espetáculo como esse, sabendo que o Los Hermanos carrega milhões de fãs apaixonados até hoje. Sei lá né, vai ver que sou eu que não entendo nada de Experimental.

Trilhas Sonoras de amor perdidas
Companhia Sutíl
Direção: Felipe Hirsch
Elenco: Guilherme Weber e Natália Lage

Bloco do eu Sozinho
Companhia: Coletivo AtoContínuo
Direção: Rafael Truffaut
Elenco: Eder Bastos, Fernanda Otaviano, Tom Paranhos e Vanessa Ouros

 

“DNA, somos todos muito iguais” e “Metaformose Leminski”

Posted by – 5 de abril de 2011

DNA, somos todos muito iguais

Dia 01/04 foi dia de ver “DNA, somos todos muito iguais” da Companhia Circo Roda de São Paulo, que misturava circo e teatro. Visualmente falando o espetáculo foi lindo, o telão com imagens do corpo humano foi incrível, mas não sei, pra mim faltou um pouco de conexão entre as apresentações. Saí com a sensação de que faltou alguma coisa.

Já no dia seguinte, fui agraciada pela peça “Metaformose Leminski” do grupo curitibano Delírio, tinha ouvido falar muito da Companhia e da direção do Edson Bueno, mas nunca tinha visto nenhum espetáculo deles, e agora entendo todos os elogios. A peça foi simplesmente fantástica, o texto, a direção, os atores, a iluminação (tá teve uma falhinha na luz, mas faz parte). Uma peça impecável, para ficar na história, saí de lá querendo mais.

DNA, Somos todos muito iguais
Companhia Circo Roda
Direção: Hugo Possolo
Elenco:  Ana Coll, Diego Vieira, Felipe Oliveira, Fernanda Rodrigues, Gabriela, Gian Franco de Sanzo, Joice Jonatan Karp, Jassy Brischi, Jefferson Silva, Kadu Mendes, Laís Camila, Leo Garcia, Paulo Maeda, Rodrigo Mangal, Ronaldo Aguiar, Yuliya Suslova e Zizza

Metaformose Leminski
Grupo Delírio
Direção: Edson Bueno
Elenco: Diego Marchioro, Guilherme Fernandes, Pagu Leal, Marcia Maggi, Martina Gallarza, Gabriel Manita e Tiago Luz

“Sua Incelença, Ricardo III” e “Os dias que antecedem o fim”

Posted by – 4 de abril de 2011

Sua Incelença, Ricardo III

 

O Festival de Curitiba começou no dia 29 de março, e mesmo com a correria dos meus ensaios consegui ver algumas peças maravilhosas que compartilharei com vocês.

A Companhia potiguar Clowns de Shakespeare trouxe  a peça “Sua Incelença, Ricardo III”, uma adaptação do clássico shakespeareano misturado com músicas nordestinas e rock inglês e não é que por mais bizarra que pareça, a mistura toda deu certo! Eu particularmente adorei, achei de uma criatividade incrível, além de atores sensacionais, destaque para a cena em que toca a música “Bohemian Rhapsody” do Queen, divertidíssima. E graças ao bom Deus, São Pedro resolveu dar uma trégua na chuva, mesmo com o frio o espetáculo foi de encher os olhos.

No segundo dia fui assistir a peça “Os dias que antecedem o fim”, da Companhia Paulista  Piccolo Bugiardo, ninguém indicou, era a única peça que poderia ver naquele horário. E que grata surpresa, a peça foi maravilhosa, os atores eram excelentes e o texto me surpreendeu bastante. A única coisa que decepcionou foi o público, estavamos em três na platéia. Enquanto isso rolava a segunda apresentação de “Sua Incelença” lotada, mesmo com o temporal que caiu. O que me faz pensar bastante sobre o público que frequenta o Festival, mas isso é assunto pra outro post!

Sua Incelença, Rei Ricardo III
Companhia Clowns de Shakespeare – Natal/RN
Direção: Gabriel Vilela
Elenco: Camille Carvalho, Cesár Ferrario, Dudu Galvão, Joel Monteiro, Marco França Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros.

Os dias que antecedem o fim
Companhia Piccolo Bugiardo – São Paulo/SP
Direção: Laerte Marquesini
Elenco: Laerte Marquesini, Taciana Lacerda, João Muller e Patrícia Ferreira

A hora e a vez de Clara nunes

Posted by – 21 de março de 2011

Festival de Curitiba tá chegando e para quem não sabe estarei apresentando um espetáculo que homenageia uma das maiores cantoras que o Brasil já teve, a maravilhosa Clara Nunes. Esse também é um dos motivos pelo qual ando meio ausente por aqui, pra variar tenho ensaiado exaustivamente, mas não estou reclamando não, porque eu amo muito tudo isso.

E é claro que eu não poderia deixar de fazer um post sobre a Clara, a mineira Guerreira que resgatou nossas origens e cantou para o mundo inteiro ouvir, com uma carreria fortemente influenciada pelas  tradições afro-brasileiras, ela buscou na umbanda e no camdomblé inspiração para suas músicas e sua performance nos palcos.

Rápida biografia da cantora:
Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, nasceu em Minas Gerais em 12 de agosto de 1943.Iniciou sua carreira cantando boleros e samba-canções, mas foi no samba que Clara encontrou seu caminho. Conhecedora das danças e das tradições Afro-brasileiras, fez várias viagens à África como representante do Brasil. Muito mística e supersticiosa, se converteu a Umbanda  onde se dizia filha dos orixás Ogum e Iansã. Com mais de 15 álbuns gravados, bateu recorde de vendagem para cantoras brasileiras, feito nunca antes registrado no Brasil. No auge como intérprete, gravou em 1982 o álbum “Nação”,que foi seu último disco.Faleceu em 2 de abril de 1983, aos 39 anos vítima de um choque anafilático.

Espetáculo Clara
8,9 e 10 de abril de 2011
Horário: 21h
Local: Teatro Paulo Autran
Elenco: Grasi Schroeder,  Marinho Rezendo, Loara Gonçalves, Henrique Silva, Jaqueline Duarte, Mai Pires, Denise Fait, Pedro Vecchi, Nariman Handar, Leda Ribas, Pedro Henrique Nascimento, Andressa Xisto, Mel Maia, Fernanda Bahl, Karina Hasten, Ariadne Putti, Deusuita Xisto, Aliny Bortolon, Taciane Vieira, Jorge Rangel Filho,Ricardo Hugo Dias.
Ingressos: na bilheteria do Festival R$20,00 inteira e R$10,00 a meia entrada

 

 

O melhor do teatro no século 21

Posted by – 6 de janeiro de 2011

A peça "O Quarto", com direção de Roberto Alvim

Ahhh como eu adoro listas! E lendo a Bravo de dezembro encontrei essa super lista com os espetáculos teatrais imperdíveis da primeira década do século 21. A seleção foi feita com ajuda dos consultores Gabriela Mellão, Kil Abreu e Valmir Santos e a matéria completa você pode conferir AQUI.
Eu não vi nenhuma das peças selecionadas, e quando vi Agreste na lista quase morri, sério, essa peça esteve aqui em Curitiba fazendo parte da Corrente Cultural e eu não fui  por pura preguiça =( Fazer o quê né? Assim que a gente aprende!

Então confere os 10 melhores espetáculos do Brasil na primeira década do século 21:

1. Ensaio.Hamlet. Baseado em William Shakespeare. Direção de Enrique Diaz (2004).
A medalha de ouro ficou com a peça Ensaio.Hamlet, baseado em William Shakespeare, do grupo
carioca Cia. dos Atores. Com interferências do processo de encenação, a peça desconstrói e recria o clássico de Shakespeare em uma versão contemporânea.

2. Hysteria. Dramaturgia do Grupo XIX de Teatro. Direção de Luiz Fernando Marques (2001).
A condição feminina está exposta em Hysteria, do Grupo XIX de Teatro. Dirigida por Luiz Fernando Marques, a peça trata das relações sociais da mulher brasileira no fim do século XIX. Cinco personagens em um hospício carioca, diagnosticadas como histéricas, dão origem a um diálogo que convida o público a refletir sobre a perturbadora opressão ao feminino. A encenação ficou com a vice-liderança do ranking de BRAVO!.

3. Agreste. Dramaturgia de Newton Moreno. Direção de Marcio Aurélio (2004).
Em terceiro lugar, o espetáculo Agreste, do dramaturgo pernambucano Newton Moreno. O roteiro conta com delicadeza a história de amor entre dois lavradores gays nordestinos. O drama é um convite à análise de comportamentos excessivamente conservadores e patriarcais da sociedade brasileira.

4. O Quarto. Dramaturgia de Harold Pinter. Direção de Roberto Alvim (2008).
O teatro de penumbra, com iluminação escassa e a ênfase no texto, de Roberto Alvim e sua peça O Quarto ficaram com a quarta posição na lista. A encenação, que levou o prêmio de melhor espetáculo no Prêmio BRAVO! Bradesco Prime de Cultura em 2009, é baseada no texto do autor inglês Harold Pinter (1930-2008), ganhador do Nobel de Literatura em 2005.

5. Os Sertões. Baseado em Euclides da Cunha. Direção de José Celso Martinez Corrêa (2002-2006)
Um dos principais nomes do teatro brasileiro, José Celso Martinez Corrêa não poderia ficar fora da lista de BRAVO! . O diretor conquistou a quinta posição com sua adaptação de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Com o próprio diretor na pele do líder Antônio Conselheiro, a peça se constituía de cinco espetáculos, que dramatizaram com extrema vitalidade um dos livros mais importantes de nossa literatura.

6. A Pedra do Reino. Baseado em Ariano Suassuna. Direção de Antunes Filho (2006).
Espetáculo grandioso que coroou o diálogo entre dois gigantes: o diretor paulistano e o romancista paraibano. Destacaram-se na encenação o uso do coro, marca registrada de Antunes, e o trabalho de corpo e voz dos atores.

7.  BR3. Dramaturgia de Bernardo Carvalho. Direção de Antônio Araújo (2005).
O Teatro da Vertigem, comandado por Araújo, radicalizou a proposta que o baliza desde a década de 1990: explorar lugares inusitados. Dessa vez, conseguiu a façanha de alocar o espetáculo no simbólico e poluidíssimo rio Tietê, em São Paulo.

8. 4.48 Psychose. Dramaturgia de Sarah Kane. Direção de Claude Regy (2003).
De passagem pelo Brasil, a atriz francesa Isabelle Huppert hipnotizou o público paulistano. Permanecendo imóvel em cena durante duas horas, valeu-se apenas das palavras da dramaturga inglesa para demonstrar que a alma do teatro ainda é o ator.

9. Os Sete Afluentes do Rio Ota. Dramaturgia de Robert Lepage. Direção de Monique Gardenberg (2002).
O espetáculo que melhor assimilou a linguagem do cinema nos últimos dez anos marcou a estreia de Monique na direção teatral. Ela abusou de múltiplos recursos cênicos para traçar um panorama envolvente da segunda metade do século 20.

10. A Vida na Praça Roosevelt. Dramatur­gia de Dea Lohrer. Direção de Rodolfo García Vázquez (2005).
Os tipos que a alemã Dea Lohrer observou na praça Roosevelt, em São Paulo, elevaram-se e alcançaram uma tristeza poética na peça encenada pelo grupo Os Satyros.

E se você como eu AMA teatro a dica é acessar o Blog Cacilda que faz parte dos blogs da Folha de São Paulo. Lenise Pinheiro e Nelson Sá mostram pra gente em fotos e textos tudo que está rolando de melhor no mundo teatral.

A hora e a vez de Plínio Marcos…

Posted by – 20 de dezembro de 2010

Na peça que apresentei semana passada tinha uma sketch (ou esquete, se preferir) adaptada do texto “Dois perdidos numa noite suja” do Plínio Marcos. Com a correria não tive tempo de ler o texto na íntegra, mas como agora tenho tempo de sobra, peguei uma coletânea de textos dele e confesso…estou apaixonada!

Plínio Marcos (1935-1999), apesar de ter escrito inúmeras peças de teatro, não gostava de estudar e concluiu apenas o primário. Por influência da escritora e jornalista Pagu, começou a se envolver com teatro amador na cidade de Santos e em 1958 escreveu sua primeira peça intitulada “Barrela”, baseado num caso verídico de um rapaz que foi preso e currado na cadeia.

Além de escritor, Plínio também foi ator, e participou da novela Beto Rockfeller, vivendo o motorista Vitório. Depois da ditadura militar, tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, portando um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarô.

Textos ácidos e relatos do submundo são marcas de Plínio, que sempre conta histórias da esfera da marginalidade e da prostituição. O que eu mais gosto dele é que ele não economiza nos palavrões e na realidade mundana.

Quer saber mais sobre ele, então acesse o site oficial http://www.pliniomarcos.com/

Teatro adulto
* Barrela, 1958
* Os fantoches, 1960
* Jornada de um imbecil até o entendimento (1ª versão)
* Enquanto os navios atracam, 1963
* Quando as máquinas param (1ª versão)
* Chapéu sobre paralelepípedo para alguém chutar (2ª versão de Os fantoches)
* Reportagem de um tempo mau, 1965
* Dois perdidos numa noite suja, 1966
* Dia virá (1ª versão de Jesus-homem), 1967
* Navalha na carne, 1967
* Quando as máquinas param (2ª versão de Enquanto os navios atracam), 1963
* Homens de papel, 1968
* Jornada de um imbecil até o entendimento (3ª versão de Os fantoches)
* O abajur lilás, 1969
* Oração de um pé-de-chinelo, 1969
* Balbina de Iansã (musical), 1970
* Feira livre (opereta), 1976
* Noel Rosa, o poeta da Vila e seus amores (musical), 1977
* Jesus-homem, 1978 (2ª versão de Dia virá, 1967)
* Sob o signo da discoteque, 1979
* Querô, uma reportagem maldita (adaptação para teatro do romance do mesmo título, escrito em 1976), 1979
* Madame Blavatski, 1985
* Balada de um palhaço, 1986
* A mancha roxa, 1988
* A dança final, 1993
* O assassinato do anão do caralho grande (adaptação para teatro da novela do mesmo título), 1995
* O homem do caminho (monólogo adaptado de um conto do mesmo título, originalmente intitulado Sempre em Frente), 1996
* O bote da loba, 1997
* Chico Viola(inacabada), 1997

Teatro infantil
* As aventuras do coelho Gabriel, 1965
* O coelho e a onça (história dos bichos brasileiros), 1998
* Assembléia dos ratos, 1989
* Seja você mesmo (inacabada)

Livros
* Navalha na carne (teatro), 1968
* Quando as máquinas param (teatro), 1971
* Histórias das quebradas do mundaréu (contos), 1973
* Barrela (teatro) (1976)
* Uma reportagem maldita – Querô (romance), 1976
* Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos (contos), 1977
* Dois perdidos numa noite suja (teatro), 1978
* Oração para um pé-de-chinelo (teatro), s/data
* Jesus-homem (teatro), 1981
* Prisioneiro de uma canção (contos autobiográficos), 1982
* Novas histórias da Barra do Catimbó (contos), s/d
* Madame Blavatski (teatro), 1985
* A figurinha e os soldados da minha rua – histórias populares (relatos autobiográficos), 1986
* Canções e reflexões de um palhaço (textos curtos), 1987
* A mancha roxa (teatro), 1988
* Teatro maldito teatro (contém as peças Barrela, Dois Perdidos Numa Noite Suja e O Abajur Lilás), 1992
* A dança final (teatro), 1994
* Ns triha dos saltimbancos (conto), data imprecisa
* O assassinato do anão do caralho grande (noveleta policial e peça teatral), 1996
* Figurinha difícil – Pornografando e subvertendo (relatos autobiográficos), 1996
* O truque dos espelhos (contos autobiográficos), 1999
* Coleção melhor teatro (com as peças Barrela, Dois perdidos numa noite suja, Navalha na carne, Abajur lilás, Querô), 2003

Curitiba Mostra Rueiros – I Mostra de Artes Cênicas na rua 2010

Posted by – 1 de dezembro de 2010

Hoje, dia 1,  começa a primeira Mostra de Artes Cênicas na rua, em diversos pontos da nossa querida cidade de Curitiba, artistas estarão mostrando seu trabalho. Pena que se a gente não revira as novidades pelo jornais e revistas, a gente não fica sabendo desses eventos legais. Pra variar falta divulgação.

Confiram a programação!

PROGRAMAÇÃO CURITIBA MOSTRA RUEIROS – I MOSTRA DE ARTES CÊNICAS NA RUA 2010

DIA 1/12/2010 – quarta-feira
LOCAL: Praça Santos Andrade
10h – Fantasia – Intervenção Urbana – João Andirá (Curitiba)
10h – Espetáculo “Aconteceu no Brasil, enquanto o ônibus não vem” – Grupo Arte da Comédia (Curitiba)
14h – Espetáculo “Deus ajuda os bão”  – Coletivo BoatoClandestino (Curitiba) 
15h às 17h – Oficina “Teatro Fórum” – Coletivo BoatoClandestino (Curitiba)
18h – Espetáculo “Maria Minhoca” – GRUTUN! Grupo de Teatro Unibrasil (Curitiba)

DIA 1/12/2010 – quarta-feira
LOCAL: Tubo Estação Central – Sentido Santa Cândida
Performance RASTROS – Intervenção Cênico-Urbana – Michelle Lomba (Curitiba)

DIA 2/12/2010 – quinta-feira
LOCAL: Praça Santos Andrade
10h – Espetáculo “A Farsa do bom enganador” – Buraco d’Oráculo (São Paulo)
13h – Mesa Redonda com todos os grupos – Sala de Produção Cênica da UFPR – 3º andar
17h15 – Fantasia – Intervenção Urbana – João Andirá (Curitiba)
17h30 – Espetáculo “O Grande Mentecapto”  – Coletivo Joaquina (Curitiba)  

DIA 2/12/2010 – quinta-feira
LOCAL: Tubo Estação Central – Sentido Santa Cândida
Performance RASTROS – Intervenção Cênico-Urbana – Michelle Lomba (Curitiba)

DIA 3/12/2010 – sexta-feira
LOCAL: Praça Santos Andrade
9h – 13h – Oficina “O ator invasor” Cia Subjétil (Curitiba)
17h15 – Fantasia – Intervenção Urbana  – João Andirá (Curitiba)
17h30 – Espetáculo “O vendedor de palavras” Grupo Mototóti (Porto Alegre)

DIA 3/12/2010 – sexta-feira
LOCAL: Sala de Produção Cênica da UFPR (Prédio Histórico) – 3º andar
das 15h às 17hWorkshop sobre criação de texto e construção de personagem para peças de rua – com Humberto Gomes – Cena Hum (Curitiba)

DIA 4/12/2010 – sábado
LOCAL: Sala de Produção Cênica da UFPR (Prédio Histórico) – 3º andar
das 9h às 12h – Oficina “Experimentando a máscara no Teatro de Rua – Grupo Mototóti (Porto Alegre) 
14h – Lançamento do livro “O teatro de Rua no Brasil” com os autores Licko Turle, do Grupo “Tá na Rua” e Jussara Trindade, da UNIRIO – (Rio de Janeiro)

DIA 4/12/2010 – sábado
LOCAL: Praça 29 de Março
19h – Espetáculo “Oidipous: Prologos” Cia Subjétil (Curitiba) 

DIA 5/12/2010 – domingo
LOCAL: Praça Santos Andrade
9h45 – Fantasia – Intervenção Urbana – João Andirá (Curitiba)
10h – Espetáculo “A fábula do Vento Sul” – Cena Hum (Curitiba)

Mais informações acesse o site http://curitibamostrarueiros.blogspot.com/

Tolerância Zero – A estréia

Posted by – 30 de novembro de 2010

Ahh minha gente com foi linda a nossa estréia nos palcos! O frio na barriga, o nervosismo, a ansiedade e depois a alegria…uma das maiores que já tive na vida!

Finalmente posso dizer que se existe uma coisa que eu amo nessa vida é fazer teatro! Também foi por causa da peça que fiquei um tempinho sem postar! Já que nas últimas semanas foi ensaio atrás de ensaio! Mas descobri definitivamente que isso é algo que eu quero para o resto da minha vida!

E se você ainda não foi conferir,  tem mais uma chance no dia 16/12 às 21h no Teatro Lala Schneider! Mais tarde coloco a galeria de fotos!