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“Trilhas Sonoras de amor perdidas” e o “Bloco do eu sozinho”

Posted by – 13 de abril de 2011

Trilhas sonoras de amor perdidas

 

No sábado dia 02, foi a vez de conferir a badalada peça “Trilha sonoras de amor perdidas”, novo espetáculo do diretor curitibano Felipe Hirsch, confesso que fui super empolgada assistir depois de todas as críticas maravilhosas da peça antecessora “A vida é feita de som e fúria” que infelizmente eu não tive oportunidade de ver.

Começo do primeiro ato, músicas remetendo ao final dos anos 80,  começo dos anos 90, uma história de amor envolvida em muita trilha sonora. Um prato cheio para pessoas que como eu fazem listas de músicas para todos os tipos de ocasiões. A atuação do Guilherme Weber era impecável, sua paixão pela música e pela personagem “Soninho” vivida por Natália do Vale era inebriante, já atuação da Natália,  na minha humilde opinião, deixou a desejar, não senti ela segura com o texto e não consegui sentir a mesma paixão do personagem do Guilherme. E mesmo sendo aficcionada por música e por histórias de amor trágicas, achei um exagero às três horas de peça, não tinha necessidade, em um certo ponto eu me senti cansada, a platéia se sentiu cansada, e várias pessoas começaram a deixar o teatro.

Bloco do eu sozinho

 

Já o “Bloco do eu sozinho”,visto no domingo, dia 3, foi a minha grande decepção do Festival. A peça dirigida por Rafael Truffaut, do Coletivo Atocontínuo prometia uma leitura do Cd hômonimo da banda Los Hermanos, e obviamente chamou atenção dos fãs que preencheram boa parte da platéia. Mesmo sabendo que a peça deles era algo experimental não achei lógica, nem conexa, eles podiam fazer o mesmo espetáculo com um cd do Zeca Pagodinho, por exemplo. De qualquer forma admiro a coragem de montar um espetáculo como esse, sabendo que o Los Hermanos carrega milhões de fãs apaixonados até hoje. Sei lá né, vai ver que sou eu que não entendo nada de Experimental.

Trilhas Sonoras de amor perdidas
Companhia Sutíl
Direção: Felipe Hirsch
Elenco: Guilherme Weber e Natália Lage

Bloco do eu Sozinho
Companhia: Coletivo AtoContínuo
Direção: Rafael Truffaut
Elenco: Eder Bastos, Fernanda Otaviano, Tom Paranhos e Vanessa Ouros

 

“DNA, somos todos muito iguais” e “Metaformose Leminski”

Posted by – 5 de abril de 2011

DNA, somos todos muito iguais

Dia 01/04 foi dia de ver “DNA, somos todos muito iguais” da Companhia Circo Roda de São Paulo, que misturava circo e teatro. Visualmente falando o espetáculo foi lindo, o telão com imagens do corpo humano foi incrível, mas não sei, pra mim faltou um pouco de conexão entre as apresentações. Saí com a sensação de que faltou alguma coisa.

Já no dia seguinte, fui agraciada pela peça “Metaformose Leminski” do grupo curitibano Delírio, tinha ouvido falar muito da Companhia e da direção do Edson Bueno, mas nunca tinha visto nenhum espetáculo deles, e agora entendo todos os elogios. A peça foi simplesmente fantástica, o texto, a direção, os atores, a iluminação (tá teve uma falhinha na luz, mas faz parte). Uma peça impecável, para ficar na história, saí de lá querendo mais.

DNA, Somos todos muito iguais
Companhia Circo Roda
Direção: Hugo Possolo
Elenco:  Ana Coll, Diego Vieira, Felipe Oliveira, Fernanda Rodrigues, Gabriela, Gian Franco de Sanzo, Joice Jonatan Karp, Jassy Brischi, Jefferson Silva, Kadu Mendes, Laís Camila, Leo Garcia, Paulo Maeda, Rodrigo Mangal, Ronaldo Aguiar, Yuliya Suslova e Zizza

Metaformose Leminski
Grupo Delírio
Direção: Edson Bueno
Elenco: Diego Marchioro, Guilherme Fernandes, Pagu Leal, Marcia Maggi, Martina Gallarza, Gabriel Manita e Tiago Luz

A hora e a vez de Clara nunes

Posted by – 21 de março de 2011

Festival de Curitiba tá chegando e para quem não sabe estarei apresentando um espetáculo que homenageia uma das maiores cantoras que o Brasil já teve, a maravilhosa Clara Nunes. Esse também é um dos motivos pelo qual ando meio ausente por aqui, pra variar tenho ensaiado exaustivamente, mas não estou reclamando não, porque eu amo muito tudo isso.

E é claro que eu não poderia deixar de fazer um post sobre a Clara, a mineira Guerreira que resgatou nossas origens e cantou para o mundo inteiro ouvir, com uma carreria fortemente influenciada pelas  tradições afro-brasileiras, ela buscou na umbanda e no camdomblé inspiração para suas músicas e sua performance nos palcos.

Rápida biografia da cantora:
Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, nasceu em Minas Gerais em 12 de agosto de 1943.Iniciou sua carreira cantando boleros e samba-canções, mas foi no samba que Clara encontrou seu caminho. Conhecedora das danças e das tradições Afro-brasileiras, fez várias viagens à África como representante do Brasil. Muito mística e supersticiosa, se converteu a Umbanda  onde se dizia filha dos orixás Ogum e Iansã. Com mais de 15 álbuns gravados, bateu recorde de vendagem para cantoras brasileiras, feito nunca antes registrado no Brasil. No auge como intérprete, gravou em 1982 o álbum “Nação”,que foi seu último disco.Faleceu em 2 de abril de 1983, aos 39 anos vítima de um choque anafilático.

Espetáculo Clara
8,9 e 10 de abril de 2011
Horário: 21h
Local: Teatro Paulo Autran
Elenco: Grasi Schroeder,  Marinho Rezendo, Loara Gonçalves, Henrique Silva, Jaqueline Duarte, Mai Pires, Denise Fait, Pedro Vecchi, Nariman Handar, Leda Ribas, Pedro Henrique Nascimento, Andressa Xisto, Mel Maia, Fernanda Bahl, Karina Hasten, Ariadne Putti, Deusuita Xisto, Aliny Bortolon, Taciane Vieira, Jorge Rangel Filho,Ricardo Hugo Dias.
Ingressos: na bilheteria do Festival R$20,00 inteira e R$10,00 a meia entrada