
Trilhas sonoras de amor perdidas
No sábado dia 02, foi a vez de conferir a badalada peça “Trilha sonoras de amor perdidas”, novo espetáculo do diretor curitibano Felipe Hirsch, confesso que fui super empolgada assistir depois de todas as críticas maravilhosas da peça antecessora “A vida é feita de som e fúria” que infelizmente eu não tive oportunidade de ver.
Começo do primeiro ato, músicas remetendo ao final dos anos 80, começo dos anos 90, uma história de amor envolvida em muita trilha sonora. Um prato cheio para pessoas que como eu fazem listas de músicas para todos os tipos de ocasiões. A atuação do Guilherme Weber era impecável, sua paixão pela música e pela personagem “Soninho” vivida por Natália do Vale era inebriante, já atuação da Natália, na minha humilde opinião, deixou a desejar, não senti ela segura com o texto e não consegui sentir a mesma paixão do personagem do Guilherme. E mesmo sendo aficcionada por música e por histórias de amor trágicas, achei um exagero às três horas de peça, não tinha necessidade, em um certo ponto eu me senti cansada, a platéia se sentiu cansada, e várias pessoas começaram a deixar o teatro.

Bloco do eu sozinho
Já o “Bloco do eu sozinho”,visto no domingo, dia 3, foi a minha grande decepção do Festival. A peça dirigida por Rafael Truffaut, do Coletivo Atocontínuo prometia uma leitura do Cd hômonimo da banda Los Hermanos, e obviamente chamou atenção dos fãs que preencheram boa parte da platéia. Mesmo sabendo que a peça deles era algo experimental não achei lógica, nem conexa, eles podiam fazer o mesmo espetáculo com um cd do Zeca Pagodinho, por exemplo. De qualquer forma admiro a coragem de montar um espetáculo como esse, sabendo que o Los Hermanos carrega milhões de fãs apaixonados até hoje. Sei lá né, vai ver que sou eu que não entendo nada de Experimental.
Trilhas Sonoras de amor perdidas
Companhia Sutíl
Direção: Felipe Hirsch
Elenco: Guilherme Weber e Natália Lage
Bloco do eu Sozinho
Companhia: Coletivo AtoContínuo
Direção: Rafael Truffaut
Elenco: Eder Bastos, Fernanda Otaviano, Tom Paranhos e Vanessa Ouros


