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A mulher do viajante do tempo de Audrey Niffenegger

Posted by – 27 de janeiro de 2012

A minha primeira experiência na vida de ler um livro depois de já ter visto o filme. Por que eu sempre pensei que seria chato ler uma história que eu já conheceria o final e o pior, perder o encanto dos livros em que a gente cria fisicamente os personagens e quando a gente vê o filme já existem os atores lá, a gente meio que remete a história a eles. Mas a verdade é que eu estava enganada.

Estamos falando do livro “A mulher do viajante do tempo” da escritora Audrey Niffenegger, que deu origem ao filme “Te amarei para sempre”, até hoje eu não entendi porque não traduziram o filme como o livro mas enfim. Confesso que quando vi o filme não gostei, esperava algo totalmente diferente. Mas como uma amiga tinha falado que o livro era mil vezes melhor (como sempre é) resolvi comprá-lo e tirar a prova. E não é que ela estava certa! No começo foi complicado porque eu lia o livro e imaginava os atores do filme, nesse caso Eric Bana e Rachel McAdams. Mas depois de um tempo você percebe que os detalhes são muitos, que muita coisa ficou fora do filme e você cria uma nova visão de tudo, inclusive personagens. Apesar de ter achado confuso todo esse lance de viagem do tempo, no livro existe muito mais magia, muito mais encanto. Devorei o livro em uma semana, e olha que são umas 600 páginas (versão pocket do livro).

Experiência mais que aprovada, agora vou tomar coragem e ler Guerra dos Tronos desde do começo, será?

 

Livro: O Milagre de Nicholas Sparks

Posted by – 8 de novembro de 2011

Como eu estava á procura de um pouco de romance na minha vida, sim na vida real anda díficil, tive que partir para  a literatura, porque lá pelo menos o final é sempre feliz. E no livro do Nicholas Sparks não poderia ser diferente, mesmo com as críticas  dizendo que o livro era surpreendente e diferente dos outros livros do autor. Lembrando que o Nicholas Sparks é conhecido por obras bem água com açúcar e que no final acabam virando filmes que nos fazem chorar horrores, quem não se lembra de Diário de uma paixão e Um amor pra recordar.

Mas enfim, “O milagre” que prometia ser surpreendente na verdade deixou a desejar, a história é boa, um jornalista investigativo em ascenção, que trabalha desmascarando charlatões. Depois de ganhar notoriedade aparecendo em programa de televisão, aceita uma nova investigação e parte em direção a Boone Creek, uma fictícia cidadezinha sulista dos Estados Unidos, onde tenta descobrir o que tem por trás do aparecimento de misteriosas luzes num antigo cemitério, que muitos acreditam ser de origem fantasmagórica devido a uma lenda local. Lá ele conhece várias figuras pitorescas, entre elas Lexie a encantadora bibliotecária. Aí a gente já imagina o que vai acontecer né? Duas pessoas que sempre se frustraram no amor se encontraram, percebem que são parecidas, os dois têm medo se envolver, completamente previsível, e acho que foi isso que me decepcionou, na metade do livro eu já tinha adivinhado o que era o tal Milagre.

Mas o livro é bom se você está procurando um pouquinho de romance na sua vida, a gente sempre gosta dessas histórias em que tudo dá certo, até dá aquela pontinha de esperança de que em nossas vidas talvez isso aconteça um dia também.

Mas fica a dica, caso você queria passar o tempo sem muita pretensão.

Crônica do Amor – Arnaldo Jabor

Posted by – 29 de outubro de 2010

Vou compartilhar com vocês um dos textos da peça de teatro, “Tolerância Zero”, da qual faço parte, e que estréia no próximo dia 27 no Teatro Lala Schneider. Para a peça, o texto do Jabor foi adaptado e encurtado (alguém acha uma palavra mais bonita para encurtado?), mas aqui segue na íntegra.  Se divirtam!

Crônica do Amor (Arnaldo Jabor)

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Tolerância Zero
Teatro Lala Scneider
Dias 27/11 e 28/11 às 17he 16/12 às 21h
Ingressos: R$10
Elenco: Grasiele Schroeder, Robert “Zastrich”, Mariah da Luz, Fábio Celestino, Anna Xavier, Rafael da Luz, Gustavo Tavares e grande elenco.

Seleção Saraiva Vira-Vira – 2 livros em 1

Posted by – 28 de outubro de 2010


Estava eu procurando promoções de livros na internet quando entrei no site da Saraiva e vi a seleção de livros Saraiva Vira-Vira 2 livros em 1. Achei fantástico! Dois livros em um e com um precinho bem camarada! Apenas R$19,90.

Clássicos do Ernest Hemingway e do Graciliano Ramos até autores mais pops como Sidney Sheldon e Nora Roberts estão entre os títulos.

Se eu não tivesse uma pilha de livros aqui em casa pra ler e não tivesse feito a promessa de que não compraria mais nenhum até ler todos os que estão aqui, juro que já tinha comprado,  principalmente os do Sidney Sheldon e do Hemingway!

Seleção Saraiva Vira-Vira – 2 livros em 1
Confira os títulos disponíveis acessando o site da Saraiva clicando AQUI.

Comer, rezar, amar…ler e assistir

Posted by – 28 de outubro de 2010

Semana passada depois de conseguir uma brecha em minha agenda finalmente fui assistir “Comer, rezar, amar”, filme adaptado do romance biográfico da escritora Elizabeth Gilbert.

Admito que fui com medo porque geralmente detesto as adaptações feitas para o  cinema, mas posso dizer que fui surpreendida. Achei o filme ótimo, assim como o livro. Claro que numa produção cinematográfica não é possível colocar todos os detalhes que existem no livro, e ok…ver o Javier Bardem falando português foi algo no mínimo esquisito, mas acho que o diretor Ryan Murphy conseguiu transportar a essência do livro para as telas.

Quando li o livro,  o ano passado, confesso que me entediei com os primeiros capítulos, quando a personagem vai para Itália e começa sua orgia alimentar, mas me encantei quando ela chegou à Índia e conheceu o texano Richard interpretado nas telas pelo fabuloso Richard Jeninks. Pra mim, a história de ‘comer, rezar, amar” é mais ou menos uma fantasia que todo mundo um dia queria realizar, abrir mão de tudo e sair em buscar de nós mesmos.

Ouvi críticas horríveis sobre o filme, mas sinceramente? Acho que essas pessoas que criticaram nunca viveram uma situação psicologicamente desesperadora, quando nos olhamos no espelho e não nos reconhecemos mais…enfim…talvez seja mesmo apenas mais um filme de “mulherzinha”…ou a constatação de que contos de fadas modernos realmente acontecem!

Mas eu recomendo!

Você pode ler:
Comer, rezar, amar
Autora: Elizabeth gilbert
Editora:Objetiva
Média de preço: R$26

Você pode assistir:
Comer, rezar, amar (eat, love, pray)
Direção: Ryan Murphy
Elenco: Julia Roberts (Liz Gilbert), James Franco (David), Viola Davis (Delia), Javier Bardem (Felipe), Richard Jenkins (Richard)
Ano: 2010

E agora, Grasiele?

Posted by – 5 de outubro de 2010

E agora, Grasiele?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, Grasiele ?

e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, Grasiele ?

Está sem homem,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode viajar,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, Grasiele?

E agora, Grasiele ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu vestido de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora ?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Rio,
Rio não há mais.
Grasiele, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é dura, Grasiele !

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, Grasiele !
Grasiele, pra onde ?

(Adaptado de E agora José do Carlos Drummond de Andrade em Poesia e Prosa)

Literatura Chick Lit para leigos

Posted by – 4 de junho de 2010

Em minhas andanças pelo mundo virtual encontrei o site Lost in Chick Lit, e realmente foi um achado na minha vida, porque lá eu aprendi o nome de um dos meus gêneros de livros preferidos. E o mais legal um site cheio de novidades nessa área que nós meninas adoramos. Bom, tem meninas que não gostam e acham que Chick Lit é puro lixo literário! Eu descordo totalmente! Até porque, ser o cult o tempo todo cansa!

Pois bem, o que é Chick Lit?

“Chick-Lit é a literatura voltada para o sexo feminino, vulgarmente chamada de “Literatura de Mulherzinha”. A despeito de todas as críticas, Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa.  É um gênero que  faz parte da literatura voltada para o entretenimento, cujo objetivo principal é  divertir.” (Lost in Chick Lit)

Gostou?? Quer dicas de livros desse gênero? Então segue meu TOP 5 de livros chick lit!

TOP 5

1) Casório, Marian Keys

Lucy Sullivan vai se casar. Essa moça de 26 anos, que divide o apartamento com as amigas, não tem dúvidas de que, dentro de poucos meses, estará entrando na igreja durante uma linda cerimônia. Só falta um pequeno detalhe: o noivo! Mas Lucy, que nem ao menos tem um namorado e nunca foi muito bem-sucedida no amor, confia piamente nas previsões de sua cartomante e iniciará uma busca incessante (e hilariante) por um bom partido: ele só precisa ser bonito, inteligente e não lembrar em nada o seu pai.

2) Mentirinhas inocentes, Gemma Townley

Não faz muito tempo, Natalie Raglan chegou a Londres. Deixou para trás sua vida no interior para morar no transado bairro de Notting Hill. Só que Cressida Langton, a antiga inquilina do apartamento onde Natalie mora, continua a receber telefonemas e correspondências no mesmo endereço? Convites para festas descoladas, jantar com bonitões. Com pequenas mentirinhas, Natalie passa a se fingir de Cressida.

3) Delírios de consumo de Becky Bloom, Sophie Kinsella

Os delírios de consumo Becky Bloom,  é um pouco da história de todas as pessoas para as quais comprar é quase uma terapia, a resposta para todos os problemas, mesmo criando outros piores ainda. Entre eles, inventar a próxima desculpa para o gerente do banco: – “Meu pé quebrou! Você não recebeu meu cheque? Meu cachorro morreu!”, são alguns dos argumentos usados por Becky para enrolar seu gerente Derek Smeath.
Mas a personagem de Sophie Kinsella não é apenas uma “material girl” que só pensa em dinheiro e futilidades. Rebecca é sensível, carinhosa e extremamente otimista. Com essas qualidades, ela vai fazer de tudo para resolver seu problema. Primeiro, tenta reduzir seus gastos a zero, o que logicamente, não funciona. Diante disso, ela resolve que precisa ganhar mais dinheiro, mesmo sabendo que seu emprego está ameaçado. Nos delírios de consumo de Becky, todos os seus problemas se resolveriam de imediato ao ganhar na loteria, ou se um completo estranho pagasse sua conta do Visa – por engano, claro.
Como se não bastasse, em meio a tanta confusão, Becky ainda arruma tempo para se apaixonar pelo sedutor – e expert em finanças – Luke Brandon. O livro é um divertido romance, que retrata com perfeição grande parte das mulheres que conhecemos.

4) Alta Sociedade, Sarah Manson

A vida de Clemmie Colshannon parece estar se movendo em alta velocidade para lugar nenhum. Após perder o emprego e o namorado no mesmo dia, ela foi procurar refúgio no lar de sua família, na Cornualha, a fim de se recuperar. É o começo de uma engraçadíssima aventura. Felizmente, a vida com a família Colshannon está longe de ser um tédio. Barney, o irmão de Clemmie, está apaixonado, mas não conta por quem; sua mãe está no meio de uma produção teatral chamada Jane Calamidade e não consegue se livrar da personagem; e sua irmão Holly, uma jornalista to Bristol Gazette, precisa encontrar uma grande matéria antes que seu editor a demita. Mas, quando uma colega de trabalho de Holly desaparece e Clemmie tropeça numa pista de seu paradeiro, o que parecia um drama vira uma crise, e a família toda é obrigada a fugir para o sul da França com um ex-presidiário atrás deles…

5) O diário de Bridget Jones, Helen Fielding

Bridget Jones é uma trintona que decide, entre as resoluções de ano novo escrever um diário. Bridget Jones revela, a cada capítulo, as suas qualidades e os seus defeitos, além de expor com muito humor situações que fazem parte do dia-a-dia de várias mulheres na faixa dos trinta anos: problemas com o trabalho, a busca do homem ideal etc. Cada capítulo do livro trata de um determinado dia na vida desta anti-heroína, que sempre inicia o seu relato contabilizando o peso e calorias, cigarros e unidades alcoólicas que consumiu no dia anterior.

‘A estrada da noite’ de Joe Hill

Posted by – 30 de maio de 2010

Fazia muito tempo que um livro não me agradava tanto, sabe aquele livro que você não consegue parar de ler, que você mergulha de uma maneira na história que no final você não quer que ela acabe?

Então, “A estrada da noite” é assim.

Livro de estréia do autor Joe Hill, filho de ninguém menos que Stephen King, ele consegue encantar com o seu texto ágil e atual. Entrando no universo do suspense e do horror sem os famosos clichês, Joe conseguiu uma história criativa e bem fundamentada, sem deixar buracos na narrativa e sem esquecer das características de um bom horror: sexo, espíritos, sangue e muita tensão.

E além de um enredo envolvente e personagens marcantes, o livro também conta com grandes referências do mundo do rock, o que deixa o livro ainda mais atraente.

A história gira em torno de Judas Coyne, uma lenda do rock com seus cinquenta e poucos anos, que tem como hobby colecionar objetos mórbidos. Jude, como é conhecido pelos amigos, não resiste a oferta de um paletó leiloado na internet que dizia vir acompanhado de seu proprietário falecido. E por míseros mil doláres Jude adquire o terno que chega em sua casa dentro de uma caixa preta em formato de coração. O que ele não imaginava eram os problemas que o fantasma de sua aquisição iriam lhe causar. Uma fuga constante de sua própria morte.

Em busca de mais notícias sobre o autor, acabei descobrindo que os direitos autorais do livro já foram vendidos para o cinema, o que significa que em breve, a história vai parar nas telas. Se é bom ou ruim, isso eu já não sei, mas  que o filme tem tudo para dar certo, isso eu não tenho dúvidas. Ainda mais se a informação que eu li for verdadeira, reza a lenda que a direção ficará por conta do Neil Jordan, o mesmo diretor de ‘Entrevista com o vampiro’. Se for assim, então que produzam logo! Enquanto isso eu fico aqui imaginando quem poderiam ser os atores para interpretar cada personagem!